Sem dúvida falar sobre a questão da moral não é tarefa fácil. Não é possível abordá-la sem considerar devidamente um conjunto de aspectos que perpassam de algum modo a temática.
Iniciemos pela definição. O conceito de moral, para os fins deste artigo, poderia ser:
1) o conjunto de regras de conduta que regem uma sociedade;
2) conjunto de princípios e valores que regem as normas sociais;
Pois bem, partindo destas duas acepções podemos inferir, entre outras coisas, que o tema apresenta, pelo menos, dois níveis bem delineados de abordagem.
Num primeiro nível, mais superficial, a questão da moral circunscreveria-se as regras de conduta ou normas sociais que regem a sociedade. Portanto, em primeiro plano estariam as regras que acabam por ser naturalizadas ou absolutizadas. Ou seja, o foco de análise é extrínsico e reduz-se a adequação ou não dos comportamentos individuais ou coletivos à normativa moral vigente.
De modo geral, neste primeiro nível, a essência da moralidade ou imoralidade, ou seja, seus determinantes intrínsecos, acabam não sendo devidamente explorados. O importante seria assegurar que as regras de conduda existentes sejam observadas, pelo menos aparentemente, por "todos" (leia-se pelos outros). Aqui está o terreno fértil da hipocrisia, do puritanismo vazio, do falso moralismo barato. É nesta superficialidade moral que se cobra do político no macro o que não fazemos no micro. Este é o conhecido mundo das aparências e dissimulações onde o problema não é o que se faz mas o que podem descobrir do que se faz.
Na segunda acepção de moral apresentada acima entramos num outro nível de abordagem. Agora a análise aprofunda-se numa discussão de cunho mais filosófico e existencial e vai no sentido dos princípios e valores que servem de determinante para um conjunto particular de normas sociais ou regras de conduta.
Agora não basta definir o conjunto de regras ou normas de conduta que precisam ser seguidas por todos (mas que se cobra apenas do outro), é preciso enfrentar o terreno nebuloso das determinações da moral (ou da falta dela), de sua psicogênese pessoal e social. Neste nível não se pode evitar o enfrentamento com a investigação das motivações últimas da ação humana e, neste particular, faz-se necessário buscar algumas respostas para a velha sempre nova questão da liberdade x determinismo.
Aqui é o terreno dos valores, dos princípios, das crenças, das concepções de mundo e da vida que estão na origem das ações de cada um de nós. Aqui importa muito mais o que realmente somos e não o que queremos que pensem que somos. Em suma, neste nível de análise a prática da imoralidade seria um problema para o homem, não porque chegou às manchetes, mas porque possui, ou deveria possuir, potencial para gerar crises agudas na consciência.
Iniciemos pela definição. O conceito de moral, para os fins deste artigo, poderia ser:
1) o conjunto de regras de conduta que regem uma sociedade;
2) conjunto de princípios e valores que regem as normas sociais;
Pois bem, partindo destas duas acepções podemos inferir, entre outras coisas, que o tema apresenta, pelo menos, dois níveis bem delineados de abordagem.
Num primeiro nível, mais superficial, a questão da moral circunscreveria-se as regras de conduta ou normas sociais que regem a sociedade. Portanto, em primeiro plano estariam as regras que acabam por ser naturalizadas ou absolutizadas. Ou seja, o foco de análise é extrínsico e reduz-se a adequação ou não dos comportamentos individuais ou coletivos à normativa moral vigente.
De modo geral, neste primeiro nível, a essência da moralidade ou imoralidade, ou seja, seus determinantes intrínsecos, acabam não sendo devidamente explorados. O importante seria assegurar que as regras de conduda existentes sejam observadas, pelo menos aparentemente, por "todos" (leia-se pelos outros). Aqui está o terreno fértil da hipocrisia, do puritanismo vazio, do falso moralismo barato. É nesta superficialidade moral que se cobra do político no macro o que não fazemos no micro. Este é o conhecido mundo das aparências e dissimulações onde o problema não é o que se faz mas o que podem descobrir do que se faz.
Na segunda acepção de moral apresentada acima entramos num outro nível de abordagem. Agora a análise aprofunda-se numa discussão de cunho mais filosófico e existencial e vai no sentido dos princípios e valores que servem de determinante para um conjunto particular de normas sociais ou regras de conduta.
Agora não basta definir o conjunto de regras ou normas de conduta que precisam ser seguidas por todos (mas que se cobra apenas do outro), é preciso enfrentar o terreno nebuloso das determinações da moral (ou da falta dela), de sua psicogênese pessoal e social. Neste nível não se pode evitar o enfrentamento com a investigação das motivações últimas da ação humana e, neste particular, faz-se necessário buscar algumas respostas para a velha sempre nova questão da liberdade x determinismo.
Aqui é o terreno dos valores, dos princípios, das crenças, das concepções de mundo e da vida que estão na origem das ações de cada um de nós. Aqui importa muito mais o que realmente somos e não o que queremos que pensem que somos. Em suma, neste nível de análise a prática da imoralidade seria um problema para o homem, não porque chegou às manchetes, mas porque possui, ou deveria possuir, potencial para gerar crises agudas na consciência.
Mais adiante daremos prosseguimento ao tema.
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