Nosso vergonhoso desgoverno municipal não cansa de substimar nossa inteligência. Para ilustrar reproduzimos abaixo parte de uma "notícia" recentemente veiculada pelo site oficial da prefeitura:
"TAC também ameaça Fundação da Infância
Por Michelle Mayrink
O corte de 40% dos funcionários terceirizados da Prefeitura de Campos promete afetar drasticamente a execução de projetos e programas da Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ), que oferece a cerca de 4 mil crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos incompletos, atendimentos médico, odontológico, orientação para estudos, refeição, atividades esportivas, sócio-culturais e semi-profissionalizantes. (...) Na Fundação, 40% equivale a 80 funcionários, que são de fundamental importância para as ações desenvolvidas por meio de projetos, programas e abrigos (...)."
O que mais impressiona é o completo descaramento com que distorcem a verdade na intenção de defender o indefensável. Pelo que me consta, a justiça apenas exige que a prefeitura corte 40% do pessoal contratado. Isso não significa, necessariamente, que cada fundação tenha que cortar este percentual de funcionários.
O que fica evidente é a estratégia do Macabro - na expressão do espirituoso xacal - de tentar manter todos os contratados, pelo menos até o fim de seu mandato, sensibilizando a opinião pública com falsos argumentos de que a população, sobretudo a mais carente, é que será prejudicada com o referido corte.
Ora, não precisa ser muito inteligente - basta não estar cooptado pelo poder - para perceber que a manutenção destes contratos não passa de um estrategema político-eleitoral para assegurar a permanência da "mamata" para os que aí estão. Basta lembrar que os serviços públicos, mesmo sem o corte, já estão deixando muito a desejar, e a bastante tempo.
Resumindo, a estratégia é a seguinte:
1) Tentar manter os todos os contratos sob a alegação que são fundamentais para a manutenção de serviços públicos essencias (mentira, pois está muito bem comprovado pela justiça que grande parte destes contratos são de fatasmas/cabos eleitorais);
2) No caso do corte se revelar inevitável, deixar o ônus político para RH e ter a desculpa pronta para a péssima qualidade dos serviços públicos. Nesta hipótese, provavelmente, os que serão demitidos são aqueles que de fato estão trabalhando, pois, os fantasmas/cabos eleitorais, estes certamente ficarão. De quebra, com a economia na folha sobrará mais dinheiro para a campanha.
Como diria Sherlock Holmes
"Elementar meu caro Watson!"